Dona Ana rezadeira

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Ana Francisca Maciel Alves, mais conhecida como dona Ana rezadeira, fazia gostosos biscoitos de polvilho, roscas de rainha, rosquinhas de diversos sabores, brôas, biscoito de fubá mimoso, doces de frutas diversas em conserva e em barra, cocada, pé-de-moleque, abóbora, cidra e de leite. Além de incentivar o artesanato.

Moradora do bairro do Quatro Óleos era conhecida também por sua religiosidade e por sua personalidade empreendedora prática. Fez seu bairro ser reconhecido pela festa do pinhão, com o qual fazem diversos produtos, da farinha a bolos, dentre outros.

Dr. Antero de Andrade Botelho

Filho do Dr. Juiz Fidelis de Andrade Botelho que na época do Império ocupou o cargo de conselheiro do Império, deputado pelo sul de Minas, pelo Partido Republicano Nacional o “PRN” mais de um período, filho de Aiuruoca, cidade que sempre amou.

José d’ Ana

José Alves Furriel, o José d’ Ana nasceu em Aiuruoca, filho de Alfredo Rodrigues dos Reis e de D. Ana Alves da Silva. Recebeu este apelido de sua mãe Dona Ana. Brincalhão, mentirozo e às vezes nervoso, adora contar estória, anedotas. Morava só, junto com seus cachorros e gatos. Sua profissão era de ferreiro que gosta de desmpenhar com muita arte. Hoje faz do Lar Santo Antônio, sua casa.

Raul Junqueira Arantes

Filho de tradicional família: Junqueira/Arantes. Neto de Manoel de Sá Fortes Junqueira, Coronel da Guarda Nacional da Comarca de Aiuruoca; filho do coronel Justiniano Ribeiro de Arantes, fundador do Partido Republicano Mineiro na região.
Nascido na Fazenda da Lage, aos 15 dias do mês de abril do ano de 1916. Estudou no Colégio São Sebastião, em Cruzília, transferindo-se depois para o Ginásio São João, de Campanha. Com o falecimento de sua mãe, voltou para a Fazenda com seu irmão Gil. Não seguiram curso superior. Dedicaram-se bem cedo à exploração de suas terras. Casou-se com Geni Ribeiro de Arantes, teve cinco filhos. Faleceu a 30/06/1998.

Colecionador de documentos antigos, possui um verdadeiro acervo histórico do século passado, uma espécie de museu, fonte inestimável de dados culturais e tradicionais de nossa cidade. Ainda jovem apaixonou-se pelo Pico do Papagaio. Conhecia o lugar como ninguém e devido às inúmeras vezes que subiu como “guia” – ganhou o apelido, do qual muito se orgulhava – de “Pastor da Montanha”.

Dr. Julinho Sanderson de Queiroz

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Júlio Arantes Sandersom de Queiróz, nascido em Aiuruoca, filho do Dr. José Sandersom de Queiróz e D. Maria Júlia Arantes de Queiróz, Foi criador da residência médica no Brasil, criador da UNIMED e da Escola de Enfermagem. Médico cirurgião, formou-se no Rio de Janeiro onde foi Secretário de Saúde. Amigo de Juscelino Kubitschek, Tancredo Neves, Itamar Franco, Jamil Haddad e Sérgio Chapelin. Figura singular da cultura aiuruocana. Faleceu em 29 de julho de 2002, aos 88 anos.

José Benedito Corrêa, o Cavalete

Vânia Cunha

Cavalete
Cavalete (Foto enviada por André Barros e Bel Luz)

“Grande no tamanho e grande no coração. A profissão era exercida com amor, carinho e dedicação. Viveu na caridade e na ajuda ao próximo! Suas mãos grandes, além de caridosas, deram muita injeção no povo de Aiuruoca e da região! Quem aí tinha medo de vacina e de injeção do Cavalete?” (Danilla Luz)

““Um homem tão grande quanto grande era o seu coração”, assim definiu Fabrício Delfin ao falar sobre o saudoso Cavalete. José Benedito Corrêa (Cavalete) nasceu em Aiuruoca em 31 de janeiro de 1923, filho de Sebastião José Corrêa e Benedita Madalena Braga Corrêa. Casou-se com Efigênia de Andrade Santos Corrêa e teve cinco filhos: Antônio, Maria da Glória, Aracelis, Francisco e Lecimar, quinze netos e oito bisnetos.
Era funcionário público. Trabalhava no posto de saúde como enfermeiro e aprendeu a função com o médico Dr. Antônio Guimarães.

O Dr. Antônio, além da profissão, foi também o responsável por seu apelido, “Cavalete”, devido a sua altura: o enfermeiro José Benedito era um homem de dois metros de altura. Seu tamanho causava medo. Na escola, quando chegava para vacinar os alunos, o pânico era geral. Um homem daquele tamanho com uma agulha de injeção nas mãos era de fazer bambear as pernas de qualquer valentão. Não que ele fosse rude, insensível ou coisa parecida, mas, aos olhos das pequeninas e pobres mortais crianças, aquele gigante significava o terror.

Segundo sua filha Goia (Maria da Glória), “Meu pai foi maravilhoso, zeloso e excelente marido para minha mãe”. Cavalete era só tamanho. Dono de uma sensibilidade indescritível chorava como criança, escondido no quarto, quando recebia as lembrancinhas dos filhos e das netas no dia dos Pais. Segundo sua neta, Danilla, “Meu avô foi tudo pra mim, foi pai e avô e me deu carinho em dobro.”

Lembro-me bem dele quando trabalhava no posto de saúde, provisoriamente instalado numa casinha na Rua Dr. Antônio Guimarães. Naquele local trabalhavam ele e sua fiel escudeira, América, conhecida como “Amerquinha”. Ambos cuidavam da saúde dos aiuruocanos – e Cavalete era o “doutor” – aquele que sabia quase tudo sobre medicina, mesmo sem ter estudado o ofício.

Qualquer problema, antes de ir ao médico, era ele quem orientava os doentes. Não se limitava ao posto, ia de casa em casa e também na zona rural, a cavalo, voluntariamente, para fazer curativos e aplicar injeções. Muitos aiuruocanos receberam a famosa Benzetacil das mãos de Cavalete.

Nas horas vagas Cavalete gostava de tomar sua cachaça com os amigos e também era amante de uma boa pescaria. Amigo de todos, teve seu nome amado e honrado. É motivo de orgulho para sua família e para Aiuruoca, pois “tão grande era seu tamanho maior o seu coração”.

O gigante “tombou” em outubro de 2003, deixando saudades em sua família e em todos os aiuruocanos, pois José Benedito Corrêa foi um verdadeiramente um “Grande homem grande!”” (Vânia Cunha)

Maria Isabel da Conceição

Parteira fez mais de 200 partos. Era comadre de quase todas as famílias do Tamanduá e povoados vizinhos.Cerca de 200 ou mais afilhados. Fazia paçoca, farinha de monjolo e biju como ninguém. Conhecia inúmeras plantas medicinais. Criou 9 filhos tendo o marido falecido como os filhos ainda pequenos. Morreu com mais de 80 anos. Foi homenageada com seu nome em uma das salas do posto de saúde do povoado. Fazia caridade a todos. Faleceu em 1985.

Ana Paulina dos Santos (DONANA)

Primeira e grande educadora da Escola do Povoado do Tamanduá. Era um grande elo de ligação da comunidade com a escola. Grande exemplo de vida e dedicação. Tida como um ponto de apoio a comunidade. Exemplo de caridade. Morreu em 1993 logo após ter se aposentado, A Caixa Escolar da Escola recebeu seu nome na Assembléia Geral de sua criação. É lembrada em festividades da Escola.